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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cientistas conseguem fazer a ponta do dedo de um homen crescer de novo

Cientistas norte-americanos conseguiram fazer com que a ponta do dedo de um homem crescesse de novo depois de ter sido cortada fora. Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh desenvolveram um pó especial que estimulou as células do dedo ao redor da parte decepada a crescerem.
Lee Spievak, 69, havia perdido a ponta do dedo ao colocá-la na hélice de um avião miniatura. Mas, agora, Spievak tem uma ponta regenerada, com pele, nervos, unha e até mesmo a impressão digital.
Isso foi possível depois que recebeu do irmão, Alan, que trabalha com medicina regenerativa, o pó desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Pittsburgh. "Na segunda vez que eu coloquei o pó, eu já pude perceber que o dedo havia crescido. A cada dia, crescia um pouco", afirma Spievak.
"Levou cerca de quatro semanas até fechar completamente", diz. Agora, ele diz ter "movimento e sensibilidade total".



Bexiga de porco



O pesquisador Stephen Badylak, da Universidade de Pittsburgh, desenvolveu o pó usando células da parte interna da bexiga de um porco.
O tecido retirado é colocado em um ácido e submetido a um processo de secagem. Em seguida é transformado em um pó. "Há vários tipos de sinais no corpo. Alguns são bons para deixar cicatrizes, outros para criar tecidos regenerativos", diz Badylak.
O cientista afirma que o pó criado conseguiu estimular as células do tecido a crescerem, em vez de cicatrizarem.Se for aperfeiçoada, a técnica poderia ser usada para tratar pele com queimaduras sérias e até mesmo órgãos danificados.
"Eu acredito que dentro de dez anos nós teremos maneiras de fazer com que o osso se regenere e promover o crescimento de tecidos ao redor do osso. E isso é um grande avanço para, eventualmente, conseguir restaurar um membro inteiro", afirmou Badylak.
Os cientistas pretendem testar a nova técnica em Buenos Aires em uma mulher que sofre de câncer do esôfago e militares norte-americanos devem iniciar testes em soldados que perderam parte dos dedos em ação.

Fazer dietas não reduz número de células de gordura

Uma pesquisa realizada por especialistas suecos aponta que fazer dieta não diminui o número de células de gordura do corpo humano.
Os especialistas, da Universidade Karolinska, dizem que a quantidade de células de gordura --adipócitos-- é definida durante a adolescência e permanece invariável pelo resto da vida, mesmo que a pessoa venha a desenvolver obesidade no futuro.
Os pesquisadores fizeram uma experiência com centenas de crianças, adolescentes e adultos e descobriram que as células de gordura se multiplicavam durante a infância, mas que uma vez atingida a idade adulta, o número continuava o mesmo.
Durante os testes, eles retiraram amostras de gordura de alguns pacientes que se preparavam para se submeter à cirurgia de redução do estômago, um dos últimos recursos utilizados pela medicina moderna na luta contra a obesidade.
Depois que os pacientes emagreceram, os cientistas retiraram uma nova amostra de gordura para averigüar se a quantidade de adipócitos havia reduzido.
Eles perceberam, então, que as células de gordura não haviam diminuído em quantidade, mas no tamanho.Na avaliação do coordenador da pesquisa, Kirsty Spalding, o estudo representa uma má notícia para quem vive fazendo dietas.
"Isso explica por que é tão difícil perder peso e manter os quilos a menos, porque as células de gordura não estão indo a lugar nenhum. Elas ficam ali, pedindo mais comida", explicou ele.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature.